Resenhas #49 - Os próprios Deuses

   Depois de um bom tempinho sem tempo para ler e resenhar, vou falar sobre um dos melhores que li esse ano! :D Título original: Th...

   Depois de um bom tempinho sem tempo para ler e resenhar, vou falar sobre um dos melhores que li esse ano! :D





Título original: The Gods Themselves
Autor: Isaac Asimov
Sinopse: Publicado anteriormente no Brasil com o título O Despertar dos Deuses, este vencedor dos prêmios Hugo e Nebula narra a descoberta de uma revolucionária fonte de energia que promete uma nova era para a humanidade. Não só por facilitar a vida de toda a população, permitindo que os cientistas concentrem-se em melhorias para o homem, mas por revelar a existência de um universo paralelo ao nosso. A benéfica troca de energia com os habitantes dessa outra realidade abre caminho para uma série de estudos de uma nova ciência, batizada de para-física. Quando um jovem e promissor cientista decide realizar uma pesquisa e registrar a verdadeira história por trás do desenvolvimento da Bomba de Elétrons Entre Universos, alguns fatos fazem com que surjam dúvidas sobre a veracidade da versão oficial. Este livro surpreendente revela toda a inventividade de Isaac Asimov, que, narrando a mesma história de formas diferentes e pontos de vista alternados, nos leva por realidades, mundos e sociedades que são, ao mesmo tempo, fantásticos e verossímeis.

   Bom, sem saber realmente como começar essa resenha, vou tentar ao máximo explicar ele sem dar nenhum spoiler.
   O livro é dividido em duas partes e logo na primeira parte, vemos um diálogo bem interessante entre dois cientistas, que estão discutindo sobre o descobridor da Bomba de Elétrons. Lamont acha que Hallam descobriu apenas por sorte. Ele também mostra estar muito preocupado com o uso dessa Bomba. Existe o para-universo e por causa dele a Bomba pôde ser construída, pela troca de elementos entre o nosso universo e o deles. Mas Lamont acha que tanto o nosso universo como o deles corre perigo. Não posso entrar em detalhes porque são muitas explicações de física em que eu faltei na aula (rsrs).


Segunda parte
    A segunda parte é narrada pelo ponto de vista de uma trindade do para-universo. Pera, calma. Eles não são deuses. São "aliens" que vivem e se reproduzem em trio. E é quase impossível para mim descrever como eles são. Basicamente, um dos "pilares" do trio é  um Racional, o do meio um Emocional e o terceiro um Paternal. Quando chega essa parte do livro, é um mix de coisas novas. De início é confuso, tentar imaginar as criaturas, mas logo você cria uma imagem deles na cabeça e entra no ritmo da história. E Asimov fez um serviço incrível, pois ele descreve essas criaturas como se fossem algo real. O jeito que ele passou os sentimentos e emoções desses seres como se fosse algo natural e normal é único e incrível. Foi um dos livros mais "sentimentais" de Asimov que eu já li. Ele dá detalhes das vidas desses seres, seu dia a dia e problemas "familiares". A Emocional do trio, Dua, sofre preconceito por ser diferente. Ela é mais curiosa que o comum e questiona muitas coisas, enquanto o Racional acaba sendo um pouco mais bondoso que o comum e o Paternal mais egoísta. Você acaba entendendo os sentimentos deles.


Terceira parte

   Por fim, na terceira parte, vemos a vida na colônia de lunares e que também é descrito como se fosse algo que existisse, como se bastasse olhar para a Lua e você veria a colônia. Uma parte das pessoas que moram lá, foram os primeiros terrestres a ir para lá e formaram famílias. Se acostumaram à gravidade baixa e seus filhos, os lunares, já nascem nesse ambiente e crescem com a biologia do seu corpo adaptada. Por isso acaba rolando um preconceito com os terrestres que vão à Lua fazer turismo. Eles sempre caem, tropeçam, se cansam mais rápido e não conseguem realizar certas "acrobacias" que só os lunares conseguem, para andar mais rápido e até mesmo correr.
   Então é dentro de cada uma das três partes que vemos como se desenrola o grande problema ou questão, da Bomba de Elétrons e se é possível resolvê-lo.
   Muitos cálculos, explicações e teorias eu não entendi muito bem mas é uma das coisas que amo nos livros de Asimov. Então é um livro altamente recomendável pra físicos, pessoas que estão se formando em física ou que gostem/entendam do assunto.
   Muitas palmas para a tradução e edição incrível da Aleph (como sempre), que nunca deixa a desejar.


ISBN: 978-85-7657-097-4
Páginas: 367
Ano de lançamento: 2010
Editora: Aleph
Classificação: 4/5
Skoob

Beijinhos e até logo! ^^ 


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4 comentários

  1. Olá Bruna,
    Sempre tive vontade de ler algo do Isaac, mas nunca sei com qual começar.
    Gostei desse livro e da sua resenha, acho que devo começar com ele.
    Obrigada pela dica!
    Beijos
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi chará! Esse livro é ótimo! Logo farei mais resenhas de outros títulos de Isaac (que tem uma pilha de livros). Espero que você goste!

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  2. Oi Bru,
    Eu nunca tive vontade de ler os livros da Aleph (mas com você dizendo que são assim tão bons, acho que vou considerar dar uma passada na livraria). Em geral não sou fã de ficção científica, a menos que envolva (como você sabe) VIAGEM NO TEMPO <3 *----* Não posso negar que as edições da editora são incríveis e os livros são diagramados com primor. Não sei se é meu tipo de história, aliens e trindades, mas parece ser algo diferente do comum e por isso mesmo, extraordinário. Ótima resenha! o/ Eba, Bru reativando o blog *-*'

    Beijos
    Mari Siqueira <3

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    1. Até que enfim escrevendo! Espero continuar.
      É sempre bom, de vez em quando, nos aventurar em gêneros diferentes do que estamos acostumados. Pode acabar gostando. Indico pra você Eu, robô do mesmo autor! Espero que goste. ^.^

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